Search This Blog

Monday, February 13, 2012

EcoStressadinhas em Reciclar é Preciso

Sim meninas,  reciclar é preciso, e não estamos falando apenas de lixo, como plásticos, papéis, e etc. Isso, é item obrigatório até no currículo, assim como fazer, ou ter feito trabalho voluntário. Reciclar é preciso e confesso que já ouvi gente pensando até em reciclar ex-namorado.

Mas, vamos ao que interessa. Estamos falando aqui de reciclagem daquelas coisas que voce não usa mais, que estão lá paradas e mofando. Sim, você sabe do que eu estou falando: aquele monte de roupas que você não usa mais, e talvez nunca tenha usado, e que estão ocupando espaço e juntando poeira no seu guarda-roupas. E isto inclui sapatos, bolsas e bijuterias. Calma, não seja resistente e continue lendo este post. Você pode fazer isso de forma divertida, gratificante e talvez lucrativa!

Uma maneira divertida é promover um furdunço na sua casa. Convide as amigas mais chegadas e multiplique a ideia. Ofereça um lanchinho e inicie a sessão doação ou escambo... Eu explico: você tem uma sandália linda que sua amiga gostou, e ela tem uma echarpe vintage que vai ficar incrível com aquele casaco que você ama. Pronto, sandália por echarpe, e vice-versa. Mas se você  é do tipo apegada, respire fundo e cuide para não perder as amigas. As coisas podem não sair exatamente como você esperava. Outra opção, se você tem espaço, é promover um charmoso bazar para as mais chegadas que, claro, irão levar outras mais chegadas, e estas, outras mais chegadas. E no fim, você já tem um evento. Nada que chá mate gelado e vários saquinhos de biscoito de polvilho não resolvam, umas flores aqui e ali, um jeito especial de mostrar os produtos, e pronto, é reciclar o passado com charme vendendo seu desapego a preços honestos.

E claro, recicle doando para entidades, famílias e pessoas carentes, etc. É gratificante doar porque muitas pessoas precisam de verdade. Sou a favor e praticante. Mas, eu sei o que eu fiz no verão passado. E no inverno, e nas outras estações passadas. E você? E pra gente aprender a dar valor ao nosso suado dinheirinho, temos que olhar mais fundo para alguns maus hábitos e mais exatamente para os extratos do banco e do cartão de crédito. Então não basta doar e aliviar a consciência. Tem que ter um trabalhinho a mais de valorizar aquilo que você comprou sem necessidade, no impulso, na TPM, na carência.

Pensando assim, um dia, quando estava bem stressadinha, olhei a quantidade de coisas novas e seminovas no meu armário, sem uso há mais de um ano (!) e não tive dúvida. Coloquei o armário abaixo e fiz umas contas meio por cima de quanto dinheiro estava parado ali. E aí resolvi experimentar uma nova maneira de reciclar minhas roupas: levei tudo num brechó. Algumas eram peças muito legais e sabia que fariam sucesso. Além disso, abriria a possibilidade de alguém comprar uma peça legal com preço muito acessível. Onde você vai achar um vestido de festa, foférrimo, novo, da Maria Garcia, por R$150,00? E sapatos e jeans em ótimo estado, por R$65,00? Sem contar outras cositas legais, bem cuidadas e praticamente  novas.

Se você ainda não fez este exercício, respire e coragem. Limpe seu armário. Pode parecer difícil, eu sei, mas depois fará parte da sua vida e dos seus hábitos. Recicle além do óbvio. Recicle ideias, livros, hábitos, alimentação, e dê um refresh na vida.

Tem vários brechós legais e locais para doação. O Google ajuda a encontrar. Eu indico o brechó Madame La Marquise (onde desapeguei parte do meu guarda-roupas) http://on.fb.me/A5ZmGS  e o Lar Escola São Francisco http://larescola.com.br/wp/

Sunday, February 05, 2012

Não aceitamos cartões de crédito

Depois de um dia difícil de trabalho, a vontade é desaparecer, é sair correndo em busca de algo que faça a gente se sentir valorizada e o mundo voltar ao que era no minuto que você estava... Bem. Hoje tive um dia típico de estressadinha (e estressadinha que é stressadinha sabe do que eu estou falando, e por isso pensei neste blog*). Não é fácil levar raquetada sem entender o porquê e sem conhecer as regras do jogo (hellooo, uma caraminhola assopra, “as regras do jogo são estas, não serem claras”).
Não é o fim do mundo, e mesmo sendo uma “não consumista” (amém!), a vontade no fim do dia era arejar a cabeça e passear no shopping. Ah, ah é só para respirar e dar uma volta. Mentira. As lojas estão em liquidação e eu queria mesmo era uma desculpa para comprar um vestidinho que paquerava há um tempo. De quatro dígitos, passou para três dígitos. Mas eu mereço né? Por distração acabei parando em casa. Para fazer valer o pensamento de arejar a cabeça, liguei a TV procurando consumir algum para adoçar meus ânimos, e parei no canal que estava passando Delírios de Consumo de Becky Bloom.
A primeira vez que ouvi sobre este filme fui bem resistente. “Ah não!”, “Por favor! Que filme é esse?!” Até que um dia, vencida a resistência, assisti, me diverti e tive uma grata surpresa. O filme é simples e claro. Sem lição de moral e autoajuda. Cliché or not cliché, de forma bonitinha, o filme é sobre o comportamento de consumo desenfreado da mocinha Becky, shopaholic convicta, que um dia, se vê afogada num mar de dívidas, e por conta disso, afastada de pessoas importantes da sua vida. O ponto alto do filme pra mim é quando ela confessa que compra porque o mundo se torna melhor, mas depois, o mundo deixa de ser bom de novo. O ciclo é tão viciante que ela precisa comprar novamente. Um pensamento, por um mundo melhor, e uma confissão nobres. E eu, que queria um filme leve, senti que havia levado uma raquetada de novo. Quantas de nós não fazemos isso diariamente? Consumimos o dia todo procurando algo que torne nosso mundo melhor. Do brigadeiro ao vestido-que-não-vai-caber-no-armário.
A carismática Becky se dá conta no fim que o mais importante da vida, ainda bem, é ter relacionamentos de verdade, com pessoas, além do seu cartão de crédito. Outro pensamento nobre.
Como a Becky, hoje eu queria ir ao shopping e ver um mundo melhor. Não fui. Venci o cartão de crédito e sua promessa de felicidade. Eu poderia ter passado no shopping, comprado o tal vestido ou mais um vestido, e certamente chegaria feliz da vida em casa, imaginando o dia que eu desfilaria com ele, linda, confiante, e num mundo melhor. Até levar a próxima raquetada. Ainda bem que fui pra casa. Fechei a noite feliz da vida e sem dúvida de que, o mundo melhor está em se manter, primeiro, num bom relacionamento com a gente mesma. E este não tem preço e nem aceita cartão. Um pensamento nobre.


*ver o post http://bit.ly/y0zXTz

Stressadinhas no Cinema [4]

De volta a um dos meus assuntos favoritos, as dicas de filmes estão divididas em dois momentos muito habituais para as stressadinhas de plantão:

> por um sentido na vida: você já tirou o passaporte da gaveta, pesquisou viagens exóticas e muitos distantes com passagem só de ida. Você precisa de conteúdo. Nada de filminho. Assista naqueles momentos que você precisa deste "algo a mais" ou quando a terapia não rendeu, as amigas estão muito ocupadas, o chocolate acabou, enfim, você sabe.


"Shirley Valentine", direção Lewis Gilbert, com Pauline Collins e Tom Conti  (Shirley Valetine, 1989, Inglaterra/EUA, comédia romântica) 
Hello, você pode se perguntar, ou me perguntar: a dica é um filme de 1989?! Hã?! Eu explico. Ouvi falar deste filme e não tive curiosidade de ver na época, apesar de lembrar bem da minha mãe comentando o quanto ela adorou, e vez ou outra mencionava o filme. Fui para Grécia quase 10 anos depois, e lá ouvi falar do filme quando, sem saber, visitei uma das praias que havia servido de cenário. Shirley, é uma tradicional dona de casa inglesa que leva uma vida entendiante ao lado do marido.  Ela sabe disso. Ela conversa com as paredes, literalmente, mas não sabe como mudar e retomar seus sonhos e a direção da sua vida. Até que a oportunidade aparece. Com uma abordagem inusitada Shirley faz do espectador seu confidente, a medida que vai mostrando de maneira divertida como é possível sair do comodismo e viver a vida com vida.

> sessão da tarde: nem todo mundo consegue ficar zen. Esvaziar a cabeça não é fácil e estamos tão desacostumados que pode até doer. Então, o melhor é entrar em estado off, relaxar e dar risada.


"Hitch - Conselheiro Amoroso", direção Andy Tennant, com Will Smith, Eva mendes, Amber Valetta (Hitch, 2005, EUA, comédia romântica) 
Já imaginou um consultor "doutor do amor"? Alex Hitch (Will Smith) faz o papel de um "consultor"  muito bem sucedido que ajuda os homens a conquistar as mulheres de seus sonhos. É claro que o filme tem situações esperadas (quem se importa se você só quer dar risada), mas é bem realizado, inteligente e divertido.


Wednesday, September 15, 2010

kit sobrevivência para stressadinhas num dia de verão

Adoro calor. Sol. Mas confesso que fico meio stressadinha com, digamos, as consequencias do calor... Pensando nisso, já montei minha shopping bag com o kit sobrevivência para aguentar o forninho da cidade e a (má) qualidade do ar.

No kit de uma tarde de verão tem-que-ter  :

- SOMBRINHA fofa
Primeiro  e importante: guarda-chuva é guarda-chuva, sombrinha é sombrinha, por isso a gente fala sombrinha. Pra fazer sombra... Não tenha vergonha de sair na rua usando a sua, e se não tiver uma ainda, compre. Mas compre uma style, descolada. Ñão ligue para comentários como 'isso é coisa de vovozinha', ou 'de gente do interior'. Tsc tsc. Isso é coisa de gente civilizada, que mora num país tropical, com Sol, no mínimo, 300 dias no ano. Além disso, caso caia uma chuvinha (o que é provável ou improvável vai saber) você improvisa a sombrinha para um guarda-chuvinha (mas lembre-se um guarda-chuva jamais será uma sombrinha, mas uma sombrinha pode ser uma guarda-chuvinha)

- CHAPÉU legal
Outro acessório chic, bacana, apropriadíssimo no verão. Se você não gosta de sombrinha, use um chapéu. Claro, com bom senso. Ninguém sai na cidade com um sombrero, um chapelão de praia... Mas fica lindo usar chapéu pequeno ou médio, como um belo panamá ou um de palha italiana. Se você faz a linha mais esportiva, use bonés ou aqueles chapéus de pano, tipo pescador. Se cansarem você com piadinhas bobas, faça a louca, estenda o chapéu e ainda peça uma contribuição. E ponto.

- PROTETOR solar
Ah eu sei, o rosto fica até meio branco né, mas precisa usar todos os dias.Tem-que-usar. Com ou sem chapéu, com ou sem sombrinha. É a luz gata... E a luz 'ruim' sabe, do computaor, do escritório, do supermercado, das lojinhas. Eu nem penso nesta história de câncer de pele, confesso, e uso mesmo pra não ficar com a pele do rosto manchada. A gente tem que pensar é em ficar bonita, não em ficar doente, não é mesmo?

- MÃOS de fada
Sim, sim, sim creminho nas mãos todos os dias e com protetor solar também. Compre um já com protetor, ou aproveite o que você no rosto, e espalhe também pelas mãos. Ai muito trabalho? Bote um reparo nas mãos com manchas, tipo sarda. Já viu? D. Sophia, minha mãezinha ensinou: "cuidado para não ter mancha senil nas mãos antes do tempo. As mãos entregam tudo". Entregam mesmo. Se você lava louça, roupa, fez faxina... E não usou creme!  É uma rotina: sempre depois de lavar as mãos, bem direitinho, passa o creminho. Só isso. E eu decretei o fim do álcool gel, ou sei lá qual o nome. Alguém acredita mesmo que adianta lavar as mãos, passar o tal álcool nas mãos e sair pra rua?! Estamos salvos das bactérias?!Ah por favor... Além de não resolver, ainda resseca a pele.

- H2O
Sempre. Água é bom pra tudo. Para beber e matar a sede, ÁGUA! Nada hidrata como ela. Sim eu sei que você e um monte de gente gosta mesmo é de refrigerante, e nada como uma Coca-Cola beeeem gelada. Até posso ouvir o barulho da latinha sendo aberta. Bom, quando isso acontece comigo, sei que exagerei no almoço ou no jantar ou nos drinks. Coca-Cola é bom para ressaca. Bom para enjôo. E só. Ela vicia, engorda, tem química aos montes, dá celulite e barriga. Pense nisso quando abrir a próxima latinha. A água não né... Tão linda, purinha, leve. E se quiser compensar o sofrimento de trocar Coca-Cola por água, tome uma água 'especial', como Perrier, Prata, Acqua Panna. Sinta a diferença.

- Tutti-FRUTI
Sim!  O verão pra mim é tutti-fruti. Tangerina. Cansei do batom cor da boca. E cansei também daquele pó mais bronze. Agora estou na onda dos rosados, corados. É divertido. Comecei a usar e me senti com 10 anos de idade roubando maquiagem da mãe. Experimenta.

- LENCINHO
Mais que necessários são inseparáveis. Tem-que-ter na necessaire: lencinhos para tirar o brilho e o suor do rosto. É assim, você sai para almoçar, protege sua pele de todas as formas. Mas quem anda pela rua, na hora do 'fervo', entre 12 e 15h00, sabe como é. O lencinho vem e te salva. Dá aquela 'secada' na pele. Bonitinho e discreto. Cabe no bolso.Até na capinha do celular. Você pode usar, rapidinho, e ficar livre daquele aspecto 'salve-me estou derretendo'.

- Eu uso ÓCULOS
Este nem preciso falar muito. Mas ainda assim tem quem não use. Inacreditável. Tem campanha pra câncer disso, daquilo, o tal álcool para os milhões de bactérias e ninguém fala de usar óculos escuros. Ele também protege seus olhos do Sol, especialmente onde você não deve usar protetor claro!!! E ele também protege de micropartículas, micropoeiras, microtudo, que podem ir direto para os seus olhos sem que você perceba. E além disso tudo, ainda conferem, sempre, um super look.


- Olha o PASSARINHO
E adotei na shopping bag, já que é shopping bag mesmo, uma leve, fofa e divertida máquina fotográfica Super Sampler, Lomography.  Pra que serve e o que tem a ver com o kit sobrevivência??!! Ah, esta serve pra se divertir e 'flagrar' possíveis cenas inusitadas e charmosas da cidade.

Monday, September 13, 2010

Blade Runner lives

UM DIA passeando pelo Facebook me deparei com o post de um 'facefriend' meio que reverenciando Star Wars. Eu, menina que sou (e quem me conhece sabe) podem até duvidar, mas AMO Star Wars. Assim, em caixa alta. É sério, não é pra puxar conversa com os mocinhos. Posso passar horas conversando com eles de ‘igual pra igual’, tipo conversa de futebol, mas deste assunto não entendo nadinha, então assim, se eu sentar com meninos pra conversar, 'tipo papo de menino', será sobre de filmes de ficção científica, ação, e outros como Sin City, Homem de Ferro...

Star Wars foi um marco na minha vida. Meu primeiro filme. Já tinha visto outros, mas foi este que marcou a entrada do cinema na minha vida. Minha mãe me levou, assistimos no Bristol. Lembro que saí do cinema olhando o céu, procurando estrelas, algo que talvez não tivesse visto antes...

Confesso que fiquei ‘caidinha de amores’ pelo Luke Skywalker. Foi meu primeiro herói. Embora não tivesse realizado na época, eu queria namorar um cara como ele. O Luke era 'o cara'. Foi uma referência de style, mas e principalmente, ‘postura e filosofia de vida’. Pára e congela. O ano era 1979, ou 78. E o que era aquela roupa de cavaleiro Jedi?! Hãhã?? Sensacional. Muito novo.
Como nem tudo é perfeito, existia a princesa Léa. No começo, eu ‘rivalizava’ com ela, sabe?! Estas bobagens de menina... Depois prestei muita atenção nela. Mas isso eu conto depois.


Mas voltando então ao post que inspirou este texto, logo apareceu o post do post e este falava sobre Blade Runner. Claro, naturalmente, os meninos 'disputavam' qual dos filmes era o melhor: Star Wars ou Blade Runner?! Putz!  Assim não vale, pensei, "quero participar deste pipipi testosterona". Acabei dando meus pitacos, mas não o quanto eu queria. E aí uma noite, sentei tranquilamente em frente à TV (coisa rara) e revi Blade Runner pela 4ª vez.

A primeira vez que assisti foi muito tempo depois de ter sido lançado, em 1982, quando eu tinha 15 aninhos. Ainda bem. Se tivesse assistido quando adolescente bem capaz que não tivesse entendido nada e descartado o filme da minha vida. O que não aconteceu. Quando vi, a década de 80 já estava terminando. Foi no cine Astor. E foi outro marco do cinema na minha vida. Saí com mil questionamentos. Anos se passaram e quando finalmente saiu a versão do diretor, em DVD, fui lá e comprei.
Agora, se você está meio confusa/o com este blábláblá todo, ou nasceu na década de 80, ou era criança, tinha menos de 10 anos e nunca ouviu falar de nada disso, por favor, minimize esta janela, dê um Google em Star Wars. Depois em Blade Runner. Veja também ‘replicantes’. Depois que passar os olhos pelas imagens e dar uma lida rápida nos textos, pode voltar para este texto.

Star Wars e Blade Runner são filmes incríveis. Eles são o 'must have do cinema'. Existem 'n' razões para eu afirmar isso. Star Wars por exemplo tem estudo sociológico (O Poder do Mito de Joseph Campbell). Mas hoje, pensando nos dois filmes, quero falar sobre suas heroínas. Sobre as personagens femininas.

Em Star Wars, a Princesa Léa, pela qual Skywalker se apaixona, não era uma princesa comum. Lembro dela na primeira cena, transgredindo as regras, ela era princesa mas prisioneira... Vestia uma túnica, despojada (cara da FIT sabe?!) e um cinto, ‘tipo corda’, displicentemente amarrado. Ok, o cabelo, era um caso a parte. Mas ninguém pode negar que ela segurava a onda daquele cabelo. Além disso, até então, eu não tinha 'conhecido' nenhuma princesa tão inteligente, independente, que negociava política, tinha dois robôs, e ainda pilotava naves espaciais!!!! Nada de princesa aborrecida, dorminhoca, esperando o príncipe, comendo maçã, cantarolando com os passarinhos e vivendo com anões ou fazendo trança nos cabelos. E muito menos, nem enchendo a cara e namorando meio mundo como a Stéphanie de Monaco naquele tempo (e devo confessar, eu adorava a Stéphanie!). A princesa Léa era uma princesa guerreira. E aí mais que namorar o Luke, eu queria mesmo é ser como ela.


Quando revi Blade Runner, fui me surpreendendo com suas personagens. E hoje entendendo como elas foram importantes na minha vida. Na vida de todos nós talvez, e claro, para o cinema e para a moda. 

Começamos com a replicante, ou andróide, Zhora, interpretada por Joanna Cassidy. Eu romântica que sou, não tinha me dado conta quão poderosa é esta personagem. A cena que ela aparece é muito breve, infelizmente, mas intensa o suficiente. Primeiro ela aparece nua, com uma cobra enrolada no corpo e coberta por algumas escamas. Depois ela aparece num look incrível, inspirador para qualquer fashionista: um biquíni ou underwear preto, estruturado, com uma bota de cano longuíssimo tipo mosqueteiro, e um raincoat transparente. Lindo! E claro, cabelão. Como se usava nos anos 80.

E depois vem Daryl Hannah, no papel da replicante Pris. Sensacional. Moleca, divertida, pervertida. E vale dizer, ela sim foi precursora do ‘bocão’ (Angelina Jolie sabe disso?). Pena que não lembraram muito de Daryl Hannah depois... Só an passant quando namorou aquele gato do John John Kennedy. Tarantino até tentou...

Hummm, podem não ter lembrado de convidá-la para outros filmes, mas o fato é que muitos filmes e seus personagens beberam na fonte de Blade Runner. Tem aquela mesma estética futurista de metrópole desordenada, mas sob um governo ou uma ordem repressora, que vigia os ‘que sobraram’ na Terra. Blade Runner vai além e ainda expõe de forma nada previsível, o ‘desenrolar’ da Ásia no Ocidente. Pra não dizer a ‘invasão’ da China.

E voltando em Daryl Hannah ou Pris, quem lembra de “O Quinto Elemento”, de Luc Besson?! Lembrou?! Que tal Milla Jojovich, no papel do ‘tal 5º elemento’?! Quem ela lembra se não nossa Pris de Blade Runner?! Pois é...


E neste caos, o figurino da replicante Pris foi cuidadosamente trabalhado no melhor estilo homeless. Peças rasgadas, collant, polainas, olhos borrados, cabelos desgrenhados. Para mim, mesmo não sendo entendida no assunto, passaria fácil por uma modelo na semana de moda de Paris ou Nova Iorque, e me arriscaria dizer, para um desfile da Balmain.

Já a mocinha do filme, a delicada replicante Rachel, interpretada pela bela e desaparecida Sean Young, aparece em cena com um tailleur impecavelmente estruturado e marcado por ombreiras e um penteado de faria inveja a Princesa Léia.  E apesar de bem feminino é um look com shape militar e ouso dizer que seu penteado faz 'as vezes' de um quepe .

Outro detalhe que me chamou a atenção: Rachel fuma. E a fumaça do cigarro é para mim não apenas significado de sua 'afirmação', como o detalhe decisivo que confere ao filme o clima noir. Estética planejada. E sem querer perder o foco, lembremos de Gattaca, já nos anos 90, e preste atenção em Irene, personagem de Uma Thurman. Qualquer semelhança...


A diferença entre Rachel e as replicantes Pris e Zhora, é que ela, não faz parte ‘dos que sobraram’ na Terra. Assim, como a Princesa Léa, ela faz parte de uma elite. Mas somente num primeiro momento. E aí seu figurino passa por uma mudança, do impecável tailleur para um delicado vestido, com um 'it' oriental. Do penteado estruturado para os cabelos soltos, volumosos e crespos (bem crespos). E o casacão de pele que aparece no começo do filme, é mantido, não só porque cai muito bem como parte do figurino de Rachel, mas também na estética do filme como um todo. Acho que se o PETA atuasse na época, teria tentado proibir o filme.
Estes foram os anos 80 minha gente: cabelão, ombreiras, muita maquiagem. Sexualidade. Heroínas transgressoras. Nada de princesas. Nada de cabelo liso, chapinha, nude, cor da boca.

O fato é que o figurino dos anos 80, e muito retratado pelo cinema, foi transgressor em vários sentidos. Quem viu e viveu, sabe. Foi uma ponte entre as décadas. Tive lá meus modelitos e  me desfiz deles. Mas, vida que segue, no vai-e-vem da moda, as ombreiras voltaram há um tempinho atrás e não me contive e adquiri duas pecinhas para o meu guarda-roupa. Três na verdade. Duas bem no estilo retrô, românticas, e uma mais clean. O pretinho básico, talvez seja uma releitura do tailleur da Rachel.

Ah sim o ano que se passa Blade Runner? 2019...


Vai lá
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=mmoe3PPIuwc
http://www.youtube.com/watch?v=4lW0F1sccqk



Saturday, October 06, 2007

em construção


Não escrevo há tempos, e por mais que já tivesse arrumado todas as "desculpas possíveis", embora a principal seja a dorzinha crônica no meu braço direito, a verdade mesmo é que descobri que estou "em construção". Consequentemente, esse blog também.

Aos 40, beirando os 41, coisas acontecem. Muitas coisas. Não estou só falando dos hormônios, mas da "cobrança diária" que temos (ou eu tenho) com nós mesmas. Para mim, a cobrança gira em volta das coisas que eu quero fazer. ou das coisas que eu preciso fazer. Das coisas que não fiz. E das que eu acho quero, mas não sei se quero... O pensamento pode parecer depressivo, mas não é. Num primeiro momento assusta porque afinal, fazemos contas. É automático. provavelmente aos 40 você terá um número maior de contas para pagar. Pode até receber mais, que aos 20, ou 30, mas em alguns anos, a probabilidade é que você receba menos. Todas as contas mudam, do seguro saúde, da quantidade de cremes... Ainda bem que o seguro de carro diminui para nós mulheres (ufa!).

Mas no fim, a conta "pesada"mesmo é aquela: por que não casei? Ou por que me casei? Deveria ter tido filhos? Porque não fiquei com aquele namorado bacana? E finalmente, quantos anos mais eu tenho de vida?! Será que isso é pensar no futuro ou no presente?! Prefiro ficar com a segunda opção. Porque ela é única que me garante quem eu sou hoje. E assim, quem eu serei sempre.

Estressadinha?! Sim, um pouco, e afinal quem não é?! E 40 anos, uau, é metade uma vida, se você consider e acreditar que possa viver até os 80, 85 anos.

Não me lembro de ter pensado, refletido, tanto sobre isso, com tanta intensidade de sentimento, de altos e baixos, nem na adolescência. Recordo, que quando criança, entre 6 e 8 anos, sonhava com coisas que gostaria de fazer. Além de querer ser aeromoça como toda menina naquela época, imaginava que seria casada, com filhos, mas não tinha tanta certeza, afinal, quando eu tivesse atingido o "auge da idade adulta", estaria no 2000, e esperava-se, que vivessemos já em colônias interplanetares... O que realmente despertava minha curiosidade, e eu tinha uma vontade enorme de entender , era como funcionava o mundo.

Quando assistia à TV buscava muitas explicações e atormentava meus pais, para que me explicassem como o aparelho captava imagens. Existia alguém lá dentro?! Como as pessoas sabiam o que estava acontecendo em lugares além daqueles que eu conhecia. Como chegava a notícia? E como chegava e se materializava...??!! Um dia confessei ao meu pai que eu gostaria de ter uma "televisão gigante". Mas com várias outras televisões menores, para que eu pudesse ver e soubesse tudo que se passava no mundo. Naquele mundo desconhecido.

Hoje, mesmo com a Internet e as possibilidades dos canais de TV, sem contar os outros meios de acesso à informação, sinto um "desassossego". Num primeiro momento, aos 40, parece crise existencial, TPM, depressão. Aí um dia, você entende (I realized) que é apenas a criança dentro de você... Ela não sossega (ainda bem) até que você lembre, retome, estimule e tenha uma atitude em relação as suas vontades, seus desejos e imaginação para fazer valer seus sonhos. Li um dia num artigo* a seguinte frase "sou feita de sonhos, tanto quanto sou feita de ossos".

Fiquei meses com o artigo pendurado na geladeira. Todos os dias eu dava uma olhadinha na frase. E aos 40, I realized. Que venha os 41.

O blog, ainda que em construção, continua no ar.


*Sandra Chemim.

Thursday, April 05, 2007

Stressadinhas forever...

um lugar pra trabalhar...


Olá amigas stressadinhas, não stressadinhas, however...


Saudades do meu blog. Sinto pela minha longa ausência, mas amigas, tive que ficar longe do computador por uns tempos... Pode?! E culpa de quem?! Uma tal cervical que quando "estressa" trava tudo aqui nesse corpinho. Socorro! E como se já não bastassem as dores, no braço, no pescoço, ui!, os anti-inflamatórios, as consultas médicas e exames, ainda tive que ouvir do simpático (e charmoso) médico: "sua coluna é normal para alguém da sua idade". Imaginem só as caraminholas que se formaram na cabecinha da moça aqui. Qual idade? A que aparece no meu RG ou aquela dos anos que trabalhei 12 horas por dia?! Espero contar com a segunda opção.


Enfim, resolvi dar um tempo para que minha cervical se recuperasse do "trauma" antes de me sentar novamente à frente do computador, por horas, e voltar e escrever. Feliz, feliz. Stressadinhas forever.

Monday, March 05, 2007

Coisas de Fifi [4]

"Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda vida". Oscar Wilde



Fifi: adj. fem.: mocinhas vaidosas. Frequentam o Shopping
Iguatemi ou a Vila Madalena. Quem se importa? Gostam de lojinhas. Conhecedoras e usuárias dos segredos essenciais que contém uma legítima necessairé de Fifi, tais como: água mineral para borrifar o rosto na praia, ou nos dias quentes; neutralizador de odores, para acabar com aquele de cheiro de cigarro ou da praça de alimentação que insiste em tomar conta dos seus cabelos; um gloss... Báásico; um creme para as mãos com filtro solar, entre outros mimos... Coisas que uma Stressadinha precisa saber (e não deve esquecer).

você é o que come:: você já a ouvi a frase sim, basta apenas acreditar nela! Quer ter uma pele saudável, cabelo brilhante e unhas saudáveis? Quer derrotar a celulite? Tenha uma alimentação saudável. Sim, eu sei, é difícil. TPM, stress, ansiedade, carência, entre outras tantas coisas... Mas quer saber, ninguém precisa se tornar uma monja ou passar fome. É só assumir o controle. Imponha "disciplina" às guloseimas. Não fume. Durma bem. Administre seu dia a dia. Quer saber:
1- não beba líquidos (nenhum) durante as refeições, se tiver alguma ocasião especial, tome vinho;
2- corte o refrigerante durante a semana (qualquer um!), se você é louca por eles, limite-se a tomar um copo pequeno uma vez ao dia, não mais;
3- eu amo doces, por isso adotei o seguinte, vale um por dia, bem pequeno e se for muito bom, do contrário, caio fora;
4- frituras nem pensar... Acredite, você pode viver sem elas. Adora, ama de paixão? Limite-as àquelas ocasiões que você não tem como escapar - um happy hour com os amigos, lanchinho com o mocinho, enfim;
5- faça alguma atividade física pelo menos 20 minutos por dia, vale caminhar, alongar. Se preciso pare o carro longe, não use o elevador;
6- não fume, restrinja o álcool;
7- comer bem é ótimo, melhor ainda quando vcê está feliz com o seu corpinho!

não siga a moda :: sim, todas nós queremos nos sentir lindas, com roupas legais, da moda... Ops! Meninas cuidado! Hoje em dia estar na moda não está na moda. Vale sim incrementar seu guarda roupas a cada coleção, mas vai uma dica, só invistam naquilo que realmente gostam e veste bem. Nada de andar por aí parecendo vitrina de loja. Use o bom senso. Dica: invista em acessórios, como sapatos, colares, camisetas diferenciadas. É melhor ter seu próprio estilo que tornar-se vítima da moda. Melhor e mais barato.

pés de mocinha :: Adoro pés. OK, é pessoal. E subjetivo. Sei lá. Gosto de cuidar deles, de olhar, de vestir uma sandália... Mas não sou louca por sapatos. Ainda bem! Acho que talvez seja por isso que nunca comprei sapatos menores que o meu número (só porque estavam em liquidação), e nunca caí na tentação de comprar por comprar (sapatos!)só porque está na moda. Assim, vamos combinar que alguns sapatos são horríveis? Quem precisa por exemplo de um sapato de plataforma de borracha, ou de madeira? É feio. É pesado. Não é elegante. Não é estético. E mais que isso, não é feminino! Mocinhas, mulheres, cruzam as pernas. Usam saias, mostram os tornozelos... O estilo é seu, já disse isso certo? E acrescente a ele um par de sapatos, de salto alto ou baixo, aberto ou fechado, mas que deixe seus pezinhos "com cara" de pés de mocinha.

Monday, February 12, 2007

Stressadinhas no Divã [4]

Nós os românticos...
::: já, já, e sempre (aguarde!)

A Alma e a Matéria [Song]

[Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown/Marisa Monte]

Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência

Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler,
na superfície de mim
Milímetros de prazer, kilômetros de paixão
Vem pra esse mundo,

deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver

Thursday, October 05, 2006

Plantão Eco Stressadinhas -

Você que é uma mulher antenada, deve saber ou já ouviu falar que na Europa esse negócio de sacolinha de plástico não existe... Como assim? Voce não sabia?! Pois é amiga stressadinha, esqueça os milhares de saquinhos. O chique, moderno, e politicamente correto, é você levar sua própria sacola para as compras. Super simples. Basta você comprar na feira uma daquelas sacolas que a sua mãe, ou a sua avó (se você tem menos de 30) usavam. Já vi alguns modelos bacanas por aí, em lojinhas descoladas. Tempos atrás o Pão de Açúcar fez uma parceria com a SOS Mata Atlântica... Foi quando adquiri a minha.Pode ser que você pense "Ah, mas eu uso para forrar o cesto de lixo do banheiro, da cozinha... Sei, sei, mas substitua. Compre a embalagem apropriada ou simplesmente utilize os sacos grandes para concentrar todo o lixo orgânico. Não se convenceu?! Saiba que o plástico utilizado para fabricar as sacolas demora cerca de 200 anos para se decompor*. E o pior, cerca de 46 milhões de peças plásticas estão contaminando os oceanos do mundo**. Ui...
[*, **fonte: 100 maneiras de ajudar o mundo, revista Go Outside]

Sunday, October 01, 2006

Stressadinhas no Divã [3]

Em " Mande-me algo, algum sinal..."
(trecho da música Send me some lovin´- saiba + nesse blog)
::
por Kareen Terenzzo.:
Olá amiga stressadinha! Quase que esse post não sai. Além de todas as caraminholas que foram se formando nesta cabecinha já dotadas de castanhos cachos, confesso que tive problemas localizados, conhecidos como Tico e Teco, para coordenar às definições, alterações, formatações, e outras "ções" desse Blog.
O tema "testosterona atrai testosterona" já estava bem definido nas minhas caraminholas castanhas; há duas semanas, o tema prevalecia não só no ar que vive e respira essa stressadinha que escreve, mas entre as pessoas próximas a ela também. Acho que é o começo da Primavera... O fato é que, entre o Tico e Teco se debatendo, deu "boot" , e acabei redirecionando o tema desse post. Mulher de fases.
E a fase que gerou esse post nada mais é que o resultado gerado pelos hormônios exalados nas semanas anteriores, e que chega agora, passada a adrenalina (aquela do frio na espinha e no estômago): a fase da espera. Sim, você conhece, eu conheço: a espera de uma ligação no celular, de um e-mail, de uma mensagem no celular, no msn, no skype. A espera de uma ligação na sua casa (acho que as pessoas esquecem que temos um número de telefone em casa!). Talvez um recado. Mas nada acontece. Um dia você entra no seu prédio, o porteiro te chama, e você vai lá feliz da vida, pronta para receber um buquê de flores, um recado, uma carta (!!!). Mas não, é só o condomínio, ou um monte de contas para pagar, ou o santinho do candidato do bairro... As pessoas poderiam ter mais sensibilidade nessa hora!
Até que finalmente, seu telefone toca, ele está na bolsa junto com todo seu kit Fifi e você não acha, joga tudo no sofá, no chão e consegue salvar o celular para que a ligação não caia. Você sente o mau humor invadindo suas veias quando olha na bina e reconhece que o número é de qualquer pessoa, menos de quem você gostaria que fosse. Mas você atende, super stressadinha, lóóógico.
Por isso, essa semana a pergunta no ar era: como nós stressadinhas podemos controlar nossas expectativas? Como manter a calma e a paciência enquanto as coisas que você espera que aconteçam não acontecem? Lógico que estamos falando de coisas do coração, do amor, da paixão, do romance... Alguém tem a receita? Todas nós temos a receitinha na bolsa (seja ela Louis Vuitton ou Le Postiche):
ligar para as amigas, trabalhar até mais tarde, mudar a decoração da casa, estudar algo novo, fazer academia, ligar para aquele mocinho que parecia interessado em você, fazer terapia, se jogar na balada, comer muito chocolate, ir para yoga, ir às compras, tomar um pileque, ir para uma sessão beleza, mudar o corte ou a cor do cabelo, ou passar a mão no telefone, ligar para o "motivo da espera", e resolver logo o assunto. TSC TSC TSC.
É amiga stressadinha, tantas coisas, mas nadinha vai resolver se você não estiver bem com você mesma. Essa pode ser "a receitinha" mas cada uma tem o seu próprio tempero.
A última vez que tive uma crise stressadísima do tipo "por que ele não ligou mais?" faz um tempo. Por sorte, quando a casa estava prestes a cair, uma amiga ligou antes de eu ter a chance de ligar para o moço em questão (aliás, amigas, nestas horas devemos "funcionar" como 190, 0800, etc.: práticas, concisas, pegar todas as informações possíveis e atuar em cima de fatos. Nada de devaneios. Isso é só para vítima). Voltando àquele momento, lembro que minha amiga Kika, salvadora, agiu com um profissionalismo espantoso. Fria. Racional. Até "meio francesa" demais (rsss). Exigia respostas objetivas e curtas para as minhas "acusações" e apenas analisava-as. Hoje mesmo, ao telefone com ela, lembramos da situação e rimos muito. Até porque, adivinhem?!, passada a crise, tempos depois, a situação se reverteu de tal forma, que eu defini quando atenderia, ou não, aos telefonemas e e-mails do tal mocinho (suspiros).Passou...
Por que não tive mais um momento stressadinha como aquele? Não sei. Talvez porque ainda não tenha encontrado outro mocinho que tivesse me empolgado tanto. Talvez porque me mantive ocupada, digamos. Ou talvez porque tenha apenas deixado de esperar. E este pode ser um "diferencial de mercado"! Para as stressadinhas interessadas em aprofundar esse assunto, segue a dica de um livrinho que ficou na minha cabeceira por muito tempo: "A Felicidade Desesperadamente" (André Comte-Sponville). É bom já dizer que o nosso amigo aqui é um filósofo, então você não vai encontrar frases feitas: faça isso ou aquilo. O título por si só, já dá uma prévia do que o autor quer dizer, já que ele filosa que desesperar quer dizer não esperar, já que só esperamos algo que desejamos e não temos. E nós mocinhas adoramos esperar algum coisa...
Nós estamos sempre esperando. Esperando o outro. E que o outro valide nossa espera. Que o outro faça algo. Que ele valide nossos sentimentos, nossas atitudes. Que ele encha nossa bola. Que ele valide que tudo vai dar certo. Que tudo é esse? Aquele tudo que nós já planejamos. Ora você sabe... Mulher é assim. Mesmo as moderninhas tá?! Faz planos. Sai planejando o fim de semana. Se for como eu, talvez não planeje nada, mas fica imaginando como seria vida ao lado do mocinho, se seus amigos vão gostar dele, se os amigos dele vão gostar de você... Sei, sei. Até ele desaparecer, não te ligar mais, ou dizer simplesmente que não está num momento bom para se envolver com alguém. Maneira elegante de dar o fora em alguém, também utilizada por nós mulheres, não é mesmo?
Às mulheres stressadinhas, ou não, sabem que não é fácil administrar as caraminholas de um ínício e esperança (huuuum!!) de um romance. Mas pensem, este é só o momento inicial, o primeiro de algo que pode (tomara!!), ou não, se tornar um relacionamento, um namoro, um caso, uma paixão. Se for pra frente, outras caraminholas virão. Então, usando a frase do Arnaldo Antunes (ainda na época dos Titãs) e muito apropriadamente usada pelo meu amigo Junior, no dia a dia: "o pulso ainda pulsa...". Que bom!

> Quer ler mais sobre o assunto? Vai lá: National Geographic, fev. 2006, A Química do Amor.

Coisas de Fifi [3]


"Jamais encontrei um homem que não tivesse mais desejos que necessidades". Voltaire

Fifi: adj. fem.: mocinhas vaidosas. Frequentam o Shopping Iguatemi ou a Vila Madalena. Quem se importa? Gostam de lojinhas. Conhecedoras e usuárias dos segredos essenciais que contém uma legítima necessairé de Fifi, tais como: água mineral para borrifar o rosto na praia, ou nos dias quentes; neutralizador de odores, para acabar com aquele de cheiro de cigarro ou da praça de alimentação que insiste em tomar conta dos seus cabelos; um gloss... báásico; um creme para as mãos com filtro solar, entre outros mimos... Coisas que uma Stressadinha precisa saber (e não deve esquecer).


Menos é mais :: anotou a regrinha number 1? Anote então a number 2. Compre menos, mas invista em roupas boas e básicas. Evite comprar só porque está na moda ou em liquidação. Antes de sair para as compras dê uma boa olhada no seu guarda-roupas. Isso ajuda você a "racionalizar" as compras (será que isso existe?!). Compre o que você realmente precisa ou compre peças que vão incrementar seu guarda -roupas. A carência custa caro, assim baby, evite comprar qualquer coisa quando estiver down... OK, eu sei que é uma delícia se acabar no shopping depois de um dia difícil, depois de ter levado um fora, quando você está stressadinha suficiente para fazer qualquer besteira!! Meu conselho: nesses dias, é melhor se acabar na ginástica, num happy hour com as amigas (ou amigos!), ou se jogar em frente à TV e ver um filminho gostosinho com um monte de guloseimas do lado. As calorias são mais fáceis de perder acredite...

Cara boa :: Talvez você já conheça, aliás, Fifi que é Fifi tem um na bolsa. Nada pior que aquele ar de escritório não é mesmo? A não ser que você faça a linha FPS60, saiba que existem produtos milagrosos, baratinhos e que dão um ar de cara boa, sabe como é? Parece que você tomou Sol, mas não tomou. Não estou falando dos autobronzeadores. Estou falando dos pós e blushes mousse que você pode carregar na bolsa, passar durante o dia, ou antes de ir para o happy, para baladinha, sem correr o risco de manchar a pele e a roupinha, e nem parecer que voltou de uma viagem dos anos 80. O meu preferido é o da Art Decor: bolinhas douradas que você mexe com um daqueles pincéis grandes. Aí é só espalhar no rosto e no pescoço. O blush mousse da Natura é ótimo porque é facílimo de carregar. Aplique um pouco nas pontas dos dedos e passe nas maçãs do rosto, testa, ponta do nariz e queixo. Rápido, barato e não tem cara de maquiagem. Super natural, e básico.

H2O :: Água é tudo de bom. Faz bem para pele, limpa o organismo de toxinas, elimina tudo através dos xixizinhos, e não engorda!!! Que maravilha!! É o único líquido que mata sede de verdade, é uma reposição natural e essencial para o nosso corpinho (lembre-se que ele é composto por 80% desse líquido)... Por isso os especialistas vivem recomendando que a gente tome 2 litros por dia. O segredinho para você seguir essa dica valiosa é sempre manter uma garrafa de água com você. Eu sempre tenho uma comigo de meio litro e abasteço durante o dia no escritório. Você fica o dia todo na rua? Não deixe de ter uma garrafinha na bolsa ou no carro.

No Stress :: A casa caiu? Seu chefe comeu seu fígado? O mocinho sumiu? O cartão de crédito zerou seu limite? A vida está confusa e você na TPM?! Querida, hora de você ter um momento zen, só seu. Você não precisa fazer yoga e nem ficar entoando mantras... Se você gosta ótimo, mas se sua vibe é outra, relax sem gastar dinheiro:
1- pára tudo: desligue todos os telefones. Experimente é ótimo esquecer que estamos conectados o tempo todo (internet, orkut, msn, skype...socorro!).
2- tome um banho demorado: mais uma vez a água. A água é super relaxante. É dela que nos alimentamos desde bebês. Aproveite e fique um tempo maior em contato com ela. OK eu sei como eco stressadinha da importância de economizarmos água, Mas uma vez ou outra... Tome um banho perfumado, demorado. Se tiver banheira seja criativa e coloque folhinhas de ervas como alecrim ou mirra (plantinha parente da lavanda), ou ainda, pétalas de rosa... Por que não?
3- ouça música: coloque uma música que você goste muito, que traga boas lembranças, enfim que faça você se sentir feliz! Você pode dançar, cantar, ou simplesmente se deixar levar por ela.
4- cozinhe: faça um jantar gostoso para você. Se você nem sabe onde fica a cozinha da sua casa, bem, você pode se aventurar pelo menos a fazer um bolo. No dia seguinte leve para o escritório. Se ficar bom não esqueça de oferecer para os mocinhos bonitinhos...
5- escreva: você já teve um diário? Se não, experimente a sensação de "jogar suas emoções" num papel. Sem pensar muito. Vá escrevendo. Você irá descobrir muuuuitas coisas sobre você mesma. Acredite. Aliás, foi assim que comecei esse blog...

Saturday, September 30, 2006

Send me Some Lovin´ [Song]

:
:
E se você leu Stressadinhas no Divã [3] e se identificou, segue aí a letra de uma musiquinha bonitinha.
::
::
::
[Send me Some Lovin´, de John Marascaldo / Léo Price,
versão Gilberto Gil, na voz de Belô Velloso, CD "Um Segundo"]
::
::
Mande-me algo
Algum sinal
Alguma carta
Algum cartão postal
Passe-me um fax
Faça-me crer
Que houve um milagre
Que eu não perdi você
Mande-me um beijo seu
Pra que eu sinta vibrar
Esse desejo meu
Que me faz sonhar
Meus dias de solidão
e as noites de solidão
Mande-me algo
Algo de coração

Stressadinhas no Cinema [3]

:::
[cena do filme Amor a Flor da Pele]

A seleção está dividida em dois momentos muito comuns para as stressadinhas de plantão:
> por um sentido na vida: quando o conteúdo é importante. Nada de filminho. Guarde para aqueles momentos que vc precisa daquele "algo a mais" (que você não sabe bem o que é) ou para quando a terapia não rendeu...
> sessão da tarde: para aqueles momentos que você já tirou o passaporte da gaveta, planejou a viagem para Santiago de Compostela ou para o Tibet, pesquisou tudo na net sobre trabalho voluntariado no mundo... Mas acabou indo para o shopping mais próximo e estorou o cartão de crédito, ou relaxou, e se jogou na sessão beleza.

[por um sentido na vida]

>> Entre Dois Amores (Out of Africa País, EUA, 1985, Direção: Sydney Pollack, com Meryl Streep, Robert Redford, Michael Gough, Klaus Maria Brandauer, entre outros). Este é para mim um dos melhores filmes de amor. Os personagens são fortes, charmosos, independentes e o cenário é ma-ra-vi-lho-so. Baseado nos romances autobiográficos da escritora dinamarquesa Karen Blixen (conhecida pelo pseudônimo de Isak Dinesen), o filme é baseado na vida da própria escritora, interpretada por Meryl Streep, que durante sua juventude casou-se por conveniência com o Barão Blixen-Flecke (Klaus Maria Brandauer) e mudou-se para uma fazenda na África. Entre o dilema romântico e em meio às diversas dificuldades, como a guerra e os problemas nas plantações da fazenda, é lá que ela conhece o charmoso caçador Finch Hatton (Robert Maravilhoso Redford), o grande amor de sua vida, que, por sua vez, não está interessado em um envolvimento mais sério. Nossa! Acho que já vi esse filme antes, você vai pensar. Sim, com certeza, você e boa parte da população feminina. Mas se você ainda não viu esse filme prepare-se no aconchego do lar e entre de cabeça. É emocionante!

>> Pão e Tulipas (Pane e Tulipani, Itália/Suiça, 2000, Direção Silvio Soldini, com Bruno Ganz, Antonio Catania, Licia Maglietta, Giuseppe Battiston, Marina Massironi, entre outros). Quer dar risada, viver uma grande aventura, e acreditar que tudo pode dar certo, que tudo vai mudar? Assista este delicioso filme. A história começa quando Rosalba, uma dona de casa, é esquecida pelo marido e o filho adolescente em um restaurante de beira de estrada durante uma excursão pela Itália. Primeiro, ela tenta alcançar o ônibus em que sua família partiu, mas logo em seguida percebe que ali, sozinha, ela pode realizar um antigo sonho: conhecer Veneza. E aí começa a aventura que muda a sua vida...

[sessão da tarde]

>> Como se fosse a Primeira Vez (50 First Dates, EUA, 2004, Direção: Peter Segal, com Drew Barrymore, Sean Astin, Adam Sandler, Rob Schneider, Lynn Collins). Filminho divertido, meio bobinho, mas que dá até pra pensar se você estiver com uma vontadezinha... Do contrário, have fun. Com fama de conquistador, o veterinário Henry Roth (Adam Sandler) se aproxima de todas as garotas que encontra. No dia em que conhece Lucy Whitmore (Drew Barrymore), apaixona-se imediatamente. Mas a mocinha sofre de perda de memória recente, o que faz com que esqueça rapidamente dos fatos que acabaram de acontecer. Por conta disso, Henry é obrigado a conquistar Lucy todos os dias para ficar ao seu lado. Dica: dá para assistir com o mocinho e vai que ele compra a idéia...

>> Terapia do Amor (Prime, EUA, 2005, Direção Ben Younger, com Meryl Streep, Uma Thurman, Bryan Greenberg, Jon Abrahams, Zak Orth, entre outros). Lição de casa para quem já passou dos 30... 35. Deliciosa comédia romântica. O cenário é a charmosa ilha de Manhattan, em New York, onde Rafi (Thurman), uma mulher bela, independente e bem-sucedida, de 37 anos, recentemente divorciada, conhece e se apaixona por David, um talentoso pintor 14 anos mais novo que ela. Mas as coisas se complicam, pois a confidente de Rafi, sua terapeuta, é a superpoderosa mãe do rapaz (Streep). Fique de olho no figurino de Uma Thurman, e claro, na gracinha do mocinho David (onde ele estava escondido?!). Filme para quem acredita que o amor acontece. Seja onde for. Seja como for.

Plantão Eco Stressadinhas - Sacolinha consciente

Você que é uma mulher antenada, deve saber ou já ouviu falar que na Europa esse negócio de sacolinha de plástico não existe... Como assim? Voce não sabia?! Pois é amiga stressadinha, esqueça os milhares de saquinhos. O chique, moderno, e politicamente correto, é você levar sua própria sacola para as compras. Super simples. Basta você comprar na feira uma daquelas sacolas que a sua mãe, ou a sua avó (se você tem menos de 30) usavam. Já vi alguns modelos bacanas por aí, em lojinhas descoladas. Tempos atrás o Pão de Açúcar fez uma parceria com a SOS Mata Atlântica... Foi quando adquiri a minha.

Pode ser que você pense "Ah, mas eu uso para forrar o cesto de lixo do banheiro, da cozinha... Sei, sei, mas substitua. Compre a embalagem apropriada ou simplesmente utilize os sacos grandes para concentrar todo o lixo orgânico.

Não se convenceu?! Saiba que o plástico utilizado para fabricar as sacolas demora cerca de 200 anos para se decompor*. E o pior, cerca de 46 milhões de peças plásticas estão contaminando os oceanos do mundo**. Ui...

[*, **fonte: 100 maneiras de ajudar o mundo, revista Go Outside]


Saturday, September 09, 2006

Stressadinhas do Divã - 2


E suas feminices...
por: Kareen Terenzzo.:

Após um longo período de caraminholas na minha cabeça, quando os cachos já se multiplicavam, eis que chega finalmente um novo post na sessão, que aliás, agora passa a se chamar Stressadinhas no Divã. Confesso que Sex and the City, sempre foi meu sonho de consumo... Desde o começo, quando ainda passava na HBO, minha vontade era entrar na telinha da tv e me juntar àquele quarteto... Ainda bem que, no mundo real, eu tinha a companhia das amigas Sharon e Kika, e vez ou outra transformávamos a nossa balada, diurna ou noturna, num episódio do seriado. Carrie e suas amigas não ficariam decepcionadas.

Enfim, mudei o título porque me pareceu pretensioso demais Sex and the City, e também porque, sabemos, embora talvez você ainda não tenha freqüentado uma terapia, que aquelas conversinhas na cozinha, os jantarzinhos, os almoços, compras, etc.etc. acabamos transformando numa terapiazinha, vai?

Demorei em achar um tema que me inspirasse. Faltava alguma coisa e não estava divertido... Pior que isso, vocês sabem meninas, nós mulheres conseguimos facilmente dar conta de mais de um assunto, da discussão da cor do esmalte, aos últimos lançamentos de sapatos, aos preços dos supermercados, à crise política, aos mocinhos (atuais, ex e futuros) até voltar para o tema do esmalte! Bastam 5 minutos. Ai, o foco, tão difícil manter...

Então, que graças ao poder da oxitocina*, lembrei dos pipipis entre meninas, meninas Fifis, lógico, sobre as nossas feminices, em especial, às expectativas do primeiro encontro. É um verdadeiro check list, um cronograma de atividades muito bem planejadas:

Depilação completa. OK verificada. Pés e mãos. OK verificados, limpos e lindos. Pele sedosa e macia. Encontrados alguns elementos estranhos. Removidos. OK verificados. Cabelos lindos, leves, soltos e cheirosos. OK verificados. Modelito. Descolado. Sensual. Bacana. Realça minha bunda. Valoriza o colo. OK verificado. Bolsinha para colocar o batom, celular, dinheiro, e por aí vai...

É amiga, sim, você pensa nisso antes de sair de casa. Especialmente se for para encontrar um mocinho, ou tentar conhecer um. OK, pode ser que você seja super bem resolvida e nem ligue tanto para isso. Vaidade tem limite. Mas, se você não pensou nisso antes, certamente vai lembrar na mesma hora, no mesmo minuto ou segundo, que der de cara com um mocinho que faça seu coração e outras partes do corpo ter uma pulsação... Diferente.

Ai não, justo hoje minha calcinha não combina com o sutiã! Ai não acredito!
Eu sabia que devia ter depilado as axilas pelo menos! Cara, justo hoje que não fiz o pé! Ai saco, por que não coloquei outra roupa! Putz, e meu cabelo?! Desbotado! Nem lavei!

Sim, isso acontece. Nunca aconteceu com você?Bom, eu, uma Fifi atacada pela síndrome da feminice, suscetível às bobagens e fantasias do primeiro encontro, descobri dia desses que é por isso que algumas vezes, tenho tanta preguiça de sair. Fico lá olhando e pensando para o guarda roupas:
Ai, se ainda já tivesse o mocinho lá embaixo, na portaria, me esperando, ou se ele já estivesse na sala, servindo um prosecco para mim enquanto passo um gloss... Ou se eu soubesse, tivesse a certeza, que encontraria um mocinho lá na balada.

Algumas vezes. Vamos dizer que eu venci a preguiça e resolvi sair, mesmo depois de uma sessão feminice reduzida. Estou pronta. Solteiros não podem ter preguiça, repete minha amiga Van, incansavelmente. Ela tem razão. E lá estou eu, ou você, totalmente despreocupada com os itens que seriam "reprovados" no check list básico da Fifi, quando as coisas acontecem. E eu, ou você minha amiga, apesar do estado pré-jurássico, acabamos nos dando bem. Às vezes muito bem.

No dia seguinte, a felicidade está estampada na sua pele, nos cabelos. Atende a todos os telefonemas com uma voz doce, meiga. Até promete levar sua mãe para passear. Que disposição! O dia rende e você é gentil com todos. Você deleta os compromissos que jurou manter em prol da beleza. Você não precisa disso. Bem, não tanto. Você teve a prova na noite passada. Bobagem né perder tempo com essas frescuras?!

Até que você se pega fazendo uma agendinha, o check list da Fifi. E adivinhe quando será esse momento? Assim que você já estiver pensando num segundo encontro com o mocinho! Sim! Ele ainda não sabe disso, mas você já organizou tudo. Ah, mulheres...

E aí que talvez não haja essa chance do segundo encontro, e talvez você se sinta um pouco, ou muito frustrada, e vai ficar uns dias com aquele ar snif snif... Até dar de cara com outro mocinho. Pronto passou. E o ciclo recomeça.

Quer saber? Dê-se o direito, fofa. Dê-se o direito de não querer sair de casa. De não ir à manicure por pura preguiça ou para ficar bebendo uma cervejinha com os amigos. De trocar a balada que "promete" ser forte, pelo DVD com os amigos, ou o contrário! De deixar de fazer o check list e ir se divertir, seja lá como for. Dê-se o direito de esbanjar nas suas feminices. Pode ser só para você, ou pode ser que não...

Às vezes a gente se dá bem, às vezes não. Mas as nossas feminices estão sempre presentes. Que bom!

*Sobre oxitocina leia mais nesse blog em "Amigas fazem bem à saúde".